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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Seminário da Operação Lei Seca busca diminuir acidentes de trânsito em Santa Cruz do Capibaribe‏


Com o propósito de reduzir acidentes de trânsito em Santa Cruz do Capibaribe, a Secretaria de Defesa Social e Mobilidade Urbana em convênio com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) através da Operação Lei Seca, realizou na quarta-feira (16), um seminário para combater a cultura de “bebida e direção”.
O encontro que tem a finalidade de executar campanhas educativas em Santa Cruz, contou com o apoio das secretarias de Cidadania e Inclusão Social, Educação e secretaria de Saúde.
“A Operação Lei Seca inicialmente veio a Santa Cruz com seu foco voltado para educação do trânsito, que é de responsabilidade de todos, pois as pessoas precisam se conscientizar realmente da sua responsabilidade”, disse o Tenente- Coronel Cavalcante, Coordenador Executivo da Operação lei Seca.
O Secretário de Defesa Social e Mobilidade Urbana, Fábio Aragão falou do risco ao misturar bebida alcoólica e direção a condutores de veículos. “As pessoas devem evitar conduzir algum veículo e ingerir bebidas alcoólicas, temos que nos conscientizar e o outros também para que não venhamos a provocar acidentes, gerando tragédia para nós e outras pessoas”.
“Estamos engajados em um conjunto de trabalho, pois a mistura do álcool e direção gera muitos acidentes de trânsito. Trouxemos todos os agentes comunitários de saúde para participar desde seminário que vão repassar às informações adquiridas à população”, pontuou Fábrica Neves, Diretora da Atenção Básica.
Ao final do seminário houve apresentação informativa do teste do bafômetro e punições previstas em Lei (14.491 de 29 de novembro de 2011, a OLS em Pernambuco), caso o condutor de veículo seja flagrado dirigindo tendo ingerido bebida alcoólica.

domingo, 17 de julho de 2011

Lei Seca em Debate

Produzindo vítimas em vez de provas


Definitivamente, a Lei Seca no trânsito não pegou no Brasil. E nem me venha com essa história de que as estatísticas dizem o contrário. Não pegou porque as pessoas não criaram o hábito nem tem medo da punição que podem sofrer por dirigirem embriagadas.

Não pegou como, por exemplo, a obrigatoriedade do cinto de segurança. Hoje, até um bêbado quando entra no carro coloca o cinto. Por mais comprometido que se encontre, sua consciência está como treinada para colocar o cinto.

O problema é que o bêbado continua pegando seu carro naturalmente. sem peso algum na consciência.
Ingenuamente, vibrei quando se tornaram mais rígidas as punições pra quem for pego dirigindo embriagado. Apostava em punições ainda mais severas, porque a embriaguez ao volante é tão perigosa quanto à inspiração de um homicida contumaz.

Voltaram a mandar. Até nossos legisladores passaram a dar exemplos. Aécio Neves, Índio da Costa e tantos outros usaram da mesma tática quando pegos dirigindo após ingerirem álcool. Genericamente, eles fazem as leis e a desrespeitam.

Passou, então, a ser imoral parar um motorista “supostamente” embrigado.
 
Triste do Brasil em que a lei que prende é a mesma que solta. Que história é essa de produzir provas contra si?! Quando se trata desse assunto, o princípio é outro: é de proteger o bem maior das pessoas que não é nada mais que a vida.
 
Ora, se não fosse assim, tudo seria passível de desrespeito à lei para não produzir provas contra si. Imagine que eu estivesse andando com carteira de motorista falsificada. Pego numa blitz, eu diria facilmente: “Não vou mostrar meus documentos porque eles são uma prova de ilicitude contra minha pessoa”. Isso não existe!!!
 
O uso do bafômetro tem que ser requisito pra quem for tirar a carteira de motorista.
 
Foi por estar protegido pela lei que Rodrigo Arthur trafegava naturalmente pela madrugada de João Pessoa em sua imponente caminhonete com cara de bêbado e, de forma violenta, tirou a vida de dois jovens após uma batida de proporções assassinas.
 
Ao tirar a vida de dois jovens, produziu não apenas uma, mas duas indiscutíveis provas contra si, mesmo tendo se recusado a usar o bafômetro. 
 
Flexibilizando a lei em favor do motorista embriagado, é o Brasil que continua produzindo, em grande escala, provas contra si, permitindo que tantos inocentes morram diariamente em nossas avenidas e estradas.

Por Luís Tôrres