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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Feira Livre da Avenida Padre Zuzinha recebe ação da Campanha de Combate ao Trabalho Infantil


Com o tema “A Infância Morre Quando Trabalha”, a Campanha de Combate ao Trabalho Infantil realizada pela Secretaria de Cidadania e Inclusão Social realizou na manhã desta segunda-feira (09), a segunda ação na feira livre da Avenida Padre Zuzinha.


De acordo com a secretária adjunta de Cidadania e Inclusão Social Claudenice Dias, a segunda busca ativa de crianças em situação de trabalho já teve uma diminuição no índice de menores trabalhando. “Isso nos deixa satisfeitas e nos faz continuar averiguando e insistindo nessa ação, pois vemos que uma campanha que mobilizou a Secretaria de Cidadania e Inclusão Social, o PETI, o Bolsa Família, o CRAS, o CREAS, o COMDECA e o Conselho Tutelar está atingindo seu intuito que é conscientizar as pessoas que o lugar da criança é na escola e vivendo sua infância”, ressaltou Claudenice Dias.


Ações de busca ativa nas feiras livres e no aterro sanitário, diagnóstico de violação de direitos, busca de políticas públicas para atender as crianças e adolescentes em estado de trabalho, implantação do Programa Vida Nova, estão sendo desenvolvidas pela campanha de conscientização elaborada pelo Poder Executivo de Santa Cruz do Capibaribe ao assumir o compromisso de combater o trabalho infantil no município firmado no TAC com o Ministério Público do Trabalho. O convênio com o município vizinho de Brejo da Madre de Deus que conta com 38 crianças trabalhando nas feiras livres santa-cruzenses, enquanto 11 residem em Santa Cruz, também contribuirá para erradicação do trabalho de menores.       


Vale ressaltar que as assistentes sociais do Bolsa Família estão acompanhando as ações para verificar se as crianças que estão em situação de trabalho têm sua família cadastrada no programa. Caso as famílias não sejam cadastradas, serão encaminhadas para realizar o cadastramento, se elas já estiverem contempladas com o benefício receberão uma advertência que causará o bloqueio do cartão Bolsa Família até que a situação seja regularizada.

Assessoria

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nesta terça (19), MPT realiza audiência pública sobre trabalho infantil em Caruaru



Fechando a programação do dia mundial de combate ao trabalho infantil (12 de junho), o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza audiência pública sobre o tema em Caruaru. O evento ocorre nesta terça (19), a partir das 8h, no auditório da justiça Estadual.
A audiência, a ser conduzida pela procuradora do Trabalho Jailda Pinto, tem como objetivo falar sobre os problemas verificados no município e, principalmente, propor série de ações que possam ajudar na resolução deles. Entre as formas de trabalho infantil mais comum na cidade, está o trabalho de crianças e adolescentes em feiras livres.
Números - Dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontavam 1.068.568 crianças de 5 a 13 anos “empregadas” no país. Delas, 396.338 estão no Nordeste. Em Pernambuco, das 835.520 crianças, 56.878 encontram-se em situação vulnerável, o que em termos percentuais equivale a 6,81% do total.
Legislação - Até os 13 anos de idade, segundo a Constituição Federal, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o trabalho é totalmente proibido no País. Já entre 14 e 15 anos, é permitido apenas na condição de aprendiz. Dos 16 aos 17 anos, é permitido, desde que não seja em atividade insalubre, perigosa, penosa ou em horário noturno (a partir das 22h).

Mariana Banja

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil



O trabalho infantil no Brasil é um fenômeno dos idos do século XVI, onde as crianças das famílias indígenas e africanas eram submetidas ao trabalho escravo com seus familiares e os filhos dos trabalhadores “livres” entravam no mundo do trabalho bastante cedo. Esse fenômeno aprofundou-se ainda mais com a chegada da industrialização entre os séculos XIX e XX.
Esta situação perdura até os dias de hoje em razão da situação de pobreza, miséria e baixa escolaridade de milhões de famílias brasileiras, que são excluídas do processo de desenvolvimento econômico e social do modo de produção capitalista. Considerando-se ainda o forte conceito existente, de que as crianças devem trabalhar para não se criarem preguiçosas, vagabundas e marginais.
Na verdade a criança não deve estar exposta ao trabalho, por estar na sua fase inicial do desenvolvimento físico, psicológico, intelectual, moral e social. No entanto, é aceitável que a criança ajude em tarefas domésticas leves no seio da família. Por esta razão a Constituição Federal proíbe o trabalho até aos 14 anos, sendo a sua prática considerada crime. O trabalho só é autorizado, a título de experiência, a partir dos 16 anos e em definitivo a partir dos 18 anos.
De acordo com estudos realizados, 36,5% dos casos estão na zona rural e 24,5% estão na zona urbana, sendo a região Nordeste onde se concentra esta maior parte destes casos. Apesar dessa prática criminosa estar em declínio no país, os números ainda são alarmantes, pois as políticas de garantias de direito integral às crianças ainda não atingiram a sua maioria, assim como suas famílias não desfrutam de direitos básicos do cidadão, como educação, saúde, moradia, trabalho, terra, cultura, lazer, alimentação, esporte etc. Situação esta que afronta a dignidade humana e os princípios constitucionais.
Em nosso município esta situação se evidencia, sobretudo, na zona urbana, onde crianças são submetidas ao trabalho ilegal em pequenos, médios e grandes fabricos, estamparias, comércio, serviços domésticos e exploração sexual. Programas com o Peti ( Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), Bolsa Família, Segundo Tempo entre outros, ainda estão muito distante do alcance da maioria desta crianças.
A Constituição diz que criança é prioridade absoluta e tem que ter a proteção do Estado, da família e da sociedade. É preciso que o poder público municipal (Prefeitura e Câmara), sociedade civil, igrejas, promotoria pública, juiz da Vara da Infância, conselhos de direito e tutelar tenham uma ação conjunta mais efetiva na prevenção e combate à violação de direitos da criança em nosso município, pois o lugar de criança é no seio da família, na escola por tempo integral e nas atividades de lazer, lúdicas e esportivas de forma saudável, e não no trabalho precocemente.
Abraço Fraterno.
Carlos Lisboa