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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Estudo "As Fronteiras da Atividade Empreendedora Baseada no Moda Center Santa Cruz" é apresentado à imprensa


Com a presença de blogueiros e radialistas na manhã desta terça-feira (22), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente, realizou o lançamento do estudo: "As Fronteiras da Atividade Empreendedora Baseada no Moda Center Santa Cruz".

O estudo traz uma pesquisa que trata de um trabalhado de mapeamento da influência regional e do impacto econômico do ambiente empreendedor do Moda Center, incluindo o Calçadão. De Acordo com o estudo, foi identificado que 54 cidades possuem empreendedores que escoam a produção do Moda Center e Calçadão, sendo que 16 municípios são paraibanos e 38 pernambucanos.

“A ideia é tornar o trabalho dos agentes públicos e privados mais fácil quando forem apresentar nosso empreendimento em órgãos estaduais e nacionais e assim atrair mais investimentos para Santa Cruz”, esclareceu Bruno Bezerra, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente.

O estudo tem duas versões, uma impressa com gráficos e informações focadas na captação de recursos públicos, e uma versão bilíngue (português e inglês) em formato digital com foco na atração de investimento privado e compradores.



A pesquisa também identificou que as cidades que envolvem o ciclo do Moda Center e Calçadão (54) é maior que o números de municípios de 4 estados brasileiros (Acre, Amapá,Rondônia e Roraima).
Assessoria

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Biblioteca do Conhecimento realiza palestra sobre o Empreendedor Individual em Santa Cruz do Capibaribe


Entender sobre a dinâmica do Microempreendedor Individual (MEI) é uma tarefa onde tem muitas entidades envolvidas para propiciar aos pequenos comerciantes sobre a importância da formalização de um pequeno negócio. Na última semana, a Biblioteca Indústria do Conhecimento de Santa Cruz do Capibaribe apresentou uma palestra sobre o tema, com o Consultor José Roseno, em parceria com o SEBRAE, e contou com a presença de cerca de 40 pessoas.
De acordo com o Consultor, o público da cidade é muito atencioso e participativo. "Fiquei muito feliz, pois foi o grupo mais coeso e participativo que já ministrei palestra", comentou. Já o participante Márcio Agostinho destacou que a palestra foi uma ótima oportunidade para adquirir conhecimento. "A palestra pra mim foi uma ótima oportunidade de esclarecer várias dúvidas a respeito do Empreendedor Individual", disse.
Segundo a Coordenadora da Biblioteca, Eronilda Paiva, várias ações têm sido realizadas com o apoio do SEBRAE. “Além das palestras mensais que temos aqui na Biblioteca, estamos realizando ações junto às escolas com os alunos do ensino médio com o tema empreendedorismo que também são ministradas com os consultores do SEBRAE com direito a certificados para os participantes”, relatou Eronilda.
A Biblioteca do Conhecimento de Santa Cruz do Capibaribe foi implantada na cidade através de uma parceria da empresa Rota do Mar e SESI, com total apoio da CDL local.
Assessoria de Comunicação da CDL

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Empresários santa-cruzenses participam do lançamento do Fiepe Avança



Nesta quarta-feira (22), a Fiepe (Federação das Indústrias de Pernambuco) lançou, em Caruaru, o portfólio Fiepe Avança, que prevê ações em áreas de inteligência comercial, qualificação, consultoria e projetos direcionados às empresas do Agreste. 

“Esse portfólio trará muitos benefícios para as indústrias da nossa região. Tenho certeza que contribuirá em muito para tornar as nossas empresas cada vez mais sustentáveis”, disse José Gomes Filho, presidente da Ascap (Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe).

De acordo com o síndico do Moda Center Santa Cruz, Valmir Ribeiro, o portfólio reúne informações importantes que passam a contribuir tanto para as empresas quanto para as ações estratégicas do condomínio.

“Com esse instrumento, podemos obter pesquisas de mercado, perfil do consumidor, detalhamento dos principais fornecedores, além de conseguir projetos de viabilidade econômica e planos de negócios para captação de recursos”, ressaltou Valmir.


Legenda da foto: Marco Casé (Coord. Exec. do Núcleo Regional da Fiepe no Agreste), Valmir Ribeiro (Síndico do Moda Center Santa Cruz), Ricardo Essinger (1º vice-pres. da Fiepe), José Gomes (Pres. da Ascap) e Anderson Porto (Dir. do Núcleo Regional da Fiepe no Agreste).

Assessoria

terça-feira, 21 de maio de 2013

Jeans turbina a economia do Agreste


Edilson de Lima apostou no potencial da região e produz mais de 25 mil peças
Foto: Hans Von Manteuffel
Edilson de Lima apostou no potencial da região e produz mais de 25 mil peças Hans Von Manteuffel


TORITAMA e SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE (PE) - Nem royalties, nem riqueza natural e muito menos alguma versão cabocla do Vale do Silício nos EUA. Foi de retalho em retalho, com fabriquetas no início só de fundo de quintal e sem qualquer interferência do estado, que Toritama localizada a 167 quilômetros de Recife construiu sua economia. A cidade, que possui o menor território de Pernambuco (33 quilômetros quadrados), não temdesemprego, importa trabalhadores, e seu crescimento é para lá de chinês. Ao longo de quase uma década, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 101,2%, enquanto a população aumentou 63,1%. A cidade é considerada a capital do jeans e consome 14% de toda a produção brasileira do tecido.
O fenômeno, embora em números menores, se repete no chamado Polo das Confecções, conjunto de dez municípios localizados no agreste do estado que no mesmo período registrou crescimento de 56,1%, maior, portanto, do que o de Pernambuco (44,3%), do Nordeste (47,9%) e o do próprio país (36,2%). Isso é o que revela o Estudo Econômico do Arranjo Produtivo Local (APL) de Confecções do Agreste Pernambucano, divulgado pelo Sebrae.
O levantamento mostra que, só em 2011, a atividade gerou faturamento de R$ 1,1 bilhão no Polo de Confecções, dinheiro bastante para uma área que antes dependia da agricultura, enfrentava fome provocada por secas constantes e que, ainda hoje, carece de água. Em quase todo o polo, carros importados e motos convivem com caminhões-pipa ou água carregada em lombo de jumento. A pesquisa foi efetuada nos dez municípios mais conhecidos pela atividade, mas comerciantes e fabricantes da área admitem que o polo está se expandindo por pelo menos 18 cidades.
Economia cresce mais do que população
O estudo mostrou que em todos os municípios pesquisados o crescimento econômico foi bem maior do que o populacional, e que o polo soma hoje 18.803 unidades produtivas, sendo 10.743 consideradas empresas enquanto 8.060 são unidades complementares, as chamadas facções, nome utilizado para definir prestadoras de serviço, normalmente domésticas, que ganham por produção. Ao todo, são 107.177empregos gerados no APL, respondendo por 19,8% da participação de ocupados em confecções.
Segundo o Sebrae, nos últimos cinco anos, 72% das empresas não pediram dinheiro emprestado a bancos, o mesmo ocorrendo com 9% dos empreendimentos complementares. Mesmo assim, a cada ano, as dez cidades produzem 842,5 milhões de peças que escoam em sua maior parte para o Nordeste (74,9%). Mas elas chegam a todo o país, inclusive ao Sudeste (12,8%), Norte (6,9%), Centro-Oeste (3,4%) e Sul (2%).
Conhecida em meados do século passado pela sua produção de artigos de couro, principalmente sapatos, Toritama entrou em decadência a partir dos anos 80, com o desenvolvimento de outros polos calçadistas na região. Mirou-se no exemplo de Santa Cruz do Capibaribe, onde sua população ia em busca de tecidos para transformar em confecções, e assim, sobreviver. O que mais sobrava nas feiras eram os retalhos de jeans.
Íamos a Santa Cruz do Capibaribe, pois naquela época as confecções só se interessavam pelas malhas. Toritama aproveitou esse vácuo e descobriu um novo nicho no mercado revela Edilson Tavares de Lima, empresário e presidente do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e Confecções do Agreste. Hoje, ele e os irmãos administram fábrica de confecções, loja e lavanderia. A indústria, a Zagnetron, produz mais de 25 mil peças por mês de jeans em sua grande maioria.
Outra empresária que começou de forma tão informal foi Maria de Fátima do Nascimento, proprietária da Yanomami. Apesar de ter curso de administração e ter passado um ano trabalhando em empresas, decidiu entrar no ramo de confecções. Formalizou a empresa, criou a Samkara, que produz três mil peças por mês e escoa 40% da produção para outros estados.
Vanessa Galdino da Silva, de 28 anos, é de uma família pernambucana que morava em São Paulo há 30 anos. Há sete anos, a família inverteu o tradicional fluxo migratório e se mudou para Caruaru, a 130 quilômetros da capital, e uma das dez cidades integrantes do Polo de Confecções do Agreste. O chefe da família, porém, não se adaptou e voltou. Já mãe preferiu ficar e montou uma confecção.
Azenatry Leite de Souza, de 22 anos, morava com os pais no litoral sul de Pernambuco, de onde saíram, também para Caruaru, onde ela estudou e hoje é designer contratadas pela Zagnetron, de Toritama, junto com Vanessa. Elas criam coleções para três marcas da empresa, com características voltadas para consumidores de outros estados e da região.
Gilvaneide Clementina de Lima, de 39 anos, morava no sertão da Paraíba, no município de Água Branca, mas desistiu da lavoura, devido às secas. Ela escolheu Santa Cruz do Capibaribe, onde começou limpando o chão da Yanomami, e hoje ganha a vida como costureira na empresa. Gilvaneide trouxe a irmã, Gaudência Maria da Silva, de 24 anos, que há seis anos trabalha no mesmo local.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Armando: fim da “guerra fiscal” e compensação de perdas dos Estados


Brasília - O projeto de resolução que busca pôr fim à guerra fiscal entre os estados foi aprovado com o voto do senador Armando Monteiro (PTB), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta quarta-feira, 24. O projeto reduz e altera as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
A reforma unificará em 4% a alíquota interestadual de 94% das transações comerciais do país, pelos cálculos do relator senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Hoje, os estados do Sul e Sudeste têm alíquota interestadual de 7% e os demais, de 12%. A busca da unificação gradual prevê a redução de um ponto percentual por ano nas alíquotas, começando em 2014.
Ficam de fora dessa unificação produtos industrializados, beneficiados e agropecuários originados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo, que terão alíquota de 7%.
Com relação às operações interestaduais originadas da Zona Franca de Manaus (ZFM) e das áreas de livre comércio de Boa Vista e Bonfim (RR),Tabatinga (AM), de Guajará-Mirim (RO), de Macapá e Santana (AP) e de Basileia, Cruzeiro do Sul e Epitaciolândia (AC), as alíquotas ficam em 12% O gás natural, nacional ou importado, terá alíquota de 7% nas operações originadas das regiões Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo), destinadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas demais situações, que abrangem o gás boliviano que passa por Mato Grosso do Sul, a alíquota será de 12%.
“Este foi o modelo que permitiu a aprovação do eixo central da proposta. Uma matéria extraordinariamente complexa e que estará sujeita a ajustes dos destaques, mas que não deverá comprometer o eixo central votado hoje”, disse Armando.
Compensação aos estados - No início da sessão, Armando fez a leitura do relatório referente ao projeto de lei complementar 106/2013, de autoria do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que estabelece compensação aos estados pelas perdas de receita em decorrência da reforma do ICMS. Foi pedido vistas ao relatório.
O relator apontou um "evidente conflito" entre a importância da reforma do ICMS como solução para a guerra fiscal e a fragilidade da sistemática proposta para a compensação de perdas de receita para entes federativos. Para ele, é necessário avançar na institucionalização da compensação das perdas. Uma das suas sugestões, que consta de substitutivo apresentado ao projeto, é tornar "obrigatórias" essas transferências da União aos estados. Armando votou favorável ao PLS 106/13, mas com emenda.
As principais modificações propostas consistem em criação do Fundo de Compensação de Receita (FCR), vinculada ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de assegurar recursos para a prestação de auxílio financeiro pela União aos estados, Distrito Federal e municípios penalizados com as perdas de receita oriundas das mudanças do ICMS.
Também foram estabelecidas normas para o funcionamento do Fundo, sob coordenação de um Comitê Gestor, no âmbito do Confaz. Com relação a dotação inicial do Fundo para prestação de auxílio financeiro, foi estipulado o equivalente a R$ 8 bilhões no exercício de 2014. Já nos exercícios seguintes, o valor da dotação do Fundo referente a cada ano será igual à soma das perdas efetivamente constatadas, cujo valor será atualizado com base na variação média do Produto Interno Bruto (PIB), apurado pelo IBGE. Também ficou estabelecido que o Fundo terá como agente operador uma instituição financeira federal definida pelo Poder Executivo.