domingo, 16 de junho de 2013

Cavaleiros do Forró anima a multidão



A noite de sábado no São João da Moda em Santa Cruz do Capibaribe foi de total animação sob o comando da banda Cavaleiros do Forró que deixou um gostinho de quero mais na boca dos forrozeiros.

Mais uma noite de sucesso no São João do interior que parece ser da Capital, uma estrutura que dispensa comentários, uma equipe de segurança que vem realizando um belo trabalho e uma coordenação que trabalha com o único objeto, fazer deste o melhor São João que Santa Cruz já vivenciou.


O Camarote da Acessibilidade é de fato a maior e mais bela surpresa deste São João, um espaço que proporciona aos portadores de deficiências assistirem aos shows com uma visão privilegiada e com toda comodidade possível.


Não poderia deixar de registrar o encontro do deputado Diogo Moraes com o vereador Zezin Buxin, dois políticos carismáticos e dignos de admiração.
  

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Forró da Educação animou a noite de Santo Antônio


A Secretaria de Educação reuniu na noite desta quinta-feira (13), no Cabana Club, gestores, professores, equipe da educação e seus convidados para participar da sua comemoração aos três santos de junho, em especial, Santo Antônio que foi celebrado ontem.
O Prefeito Edson Vieira (PSDB), o Vice-Prefeito Dimas Dantas (PP), a Coordenadora do Programa Santa Cruz Cidadã Alessandra Vieira e os vereadores Dida de Nam (PSDB), Afrânio (PDT), Pipoca (PMN), Jéssyca (PTC) e Ronaldo Pacas (PSDC) prestigiaram o festejo que teve comidas típicas e muita animação ao som da Banda 100% Forró.
A Secretária Adjunta de Educação Claudenice Dias agradeceu a presença de todos e ressaltou a importância de se comemorar e perpetuar a cultura vivenciada no período junino. “A cultura nordestina que tem seu ápice no mês de junho deve ser retratada, incentivada e comemorada, tanto por nós educadores, como por todo o Poder Público”, frisou Claudenice Dias.
Por Manoela Ramos

Vereadores visitam aterro de Santa Cruz


Integrantes da Comissão de Obras, Urbanismo e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe fizeram uma visita na manhã desta terça-feira (11) ao aterro sanitário do município. 

Ronaldo Pacas (PSDC), membro da Comissão afirmou que a sociedade santa-cruzense deveria conhecer melhor as atribuições do aterro sanitário. “Nossa população tem que conhecer as atribuições do aterro, pois o mesmo é um importante mecanismo que contribui para uma cidade mais limpa e saudável”, afirmou Ronaldo.
O vereador Galego de Mourinha (PTB), presidente da Comissão, afirmou que outras visitas serão feitas ao aterro. “Realizaremos outras visitas e estaremos atentos às ações necessárias para o bom funcionamento dessa área”, disse Galego. 

Além de Galego de Mourinha e Ronaldo Pacas, o vereador Carlinhos da COHAB (PSL) também é integrante da Comissão e esteve no local.

Assessoria

quinta-feira, 13 de junho de 2013

São João de gente, de alegria, de inclusão e de paz


O São João da Moda em Santa Cruz do Capibaribe conseguiu reunir uma multidão em praça pública contagiando todos com alegria ao som da Banda Garota Safada que foi só elogios a coordenação do evento.

Outro destaque deste São João foi o Camarote da Acessibilidade onde portadores de deficiência se cadastram na secretaria de cidadania e inclusão social para logo mais a noite prestigiarem os festejos juninos com toda comodidade de uma área vip, algo jamais visto neste município e provavelmente na região.

Até o momento podemos afirmar que o São João da Moda 2013 começou sendo um sucesso, caso continue assim, será o maior festejo junino realizado em Santa Cruz do Capibaribe.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dimas Dantas em foco


Dimas Dantas vem se mostrando um dos políticos mais articulado da atualidade, comprovando que não nasceu para ser um político sem ação, Dimas se utiliza de sua inquietude para conquistar e garantir seu espaço.

Sua primeira ação como vice prefeito foi devolver aos cidadãos o direito de andar pelas calçadas que antes eram ocupadas por barracas, evitando também a poluição visual que era causado pelas mesmas.

Caso seja oficializado como secretário de Educação este será o novo desafio do político Dimas Dantas que deverá se utilizar desta oportunidade para mostrar o jeito Dimas de governar, colocando em prática o que ele tanto propagou no palanque dizendo que não seria um vice apagado, esquecido e sem ação.  

Por Joseilson Chagas

A história do Dia dos Namorados


dia dos namorados é uma data especial.

Seu surgimento foi em homenagem aos deuses Juno e Lupercus, conhecidos como os protetores dos casais. No dia 15 de fevereiro, faziam uma festa a estes, agradecendo a fertilidade da terra, os rapazes colocavam nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.

Como muitos casais apaixonados eram impedidos por suas famílias de casarem-se, um padre de nome Valentino passou a realizar matrimônios às escondidas, quando os casais fugiam, para que não ficassem sem receber as bênçãos de Deus.

Com isso, o dia 14 de fevereiro passou a ser considerado o dia de São Valentin (Valentine’s Day), em homenagem ao padre, sendo comemorado nos Estados Unidos e na Europa como o dia dos namorados.

A divulgação da data no Brasil foi feita pelo empresário João Dória, que havia chegado do exterior. Representantes do comércio acharam uma ótima ideia para aquecer as vendas e escolheram o dia 12 de junho para ser o dia dos namorados em nosso país. A data foi escolhida às vésperas do dia de santo Antônio, o santo casamenteiro.

As pessoas apaixonadas costumam presentear seus namorados ou cônjuges, a fim de mostrar todo o amor que sentem.

Nessa data, os casais saem para trocar presentes e comemorar, com um jantar romântico, a paixão que sentem um pelo outro, a afetividade e o amor, como forma de agradecer o companheirismo e a dedicação entre ambos.

Mas existem várias formas de comemorar o dia dos namorados. Mandar flores, cestas de café da manhã, uma cesta de happy hour para degustarem juntos, mensagens por telefone, serenatas, fazer uma pequena viagem, passar um dia em uma casa de relaxamento (SPA), dentre outras.

O importante é usar a criatividade e o romantismo!

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Chegou o grande dia, vai começar o São João da Moda 2013


A abertura do São João da Moda 2013 que acontecerá hoje 12 de junho, terá o Arrasta-pé da Moda percorrendo as principais ruas da cidade, apresentações da Orquestra Sanfônica dos Oito Baixos, Bidinga do Acordeon no Polo São João da Moda, atrações culturais, bandas locais ao longo dos polos de animação e no palco principal a Banda Garota Safada.

Câmara aprova emenda do deputado Mendonça Filho para reduzir o preço do gás de cozinha


A Câmara dos Deputados aprovou há pouco a emenda do deputado federal  Mendonça Filho  (Democratas/PE) à Medida Provisória 609, que reduz a zero as alíquotas do PIS/PASEP para o gás de cozinha. “A desoneração tributária sobre o gás de cozinha vai representar redução no preço final do produto em cerca de 5%”, afirmou Mendonça Filho. A MP 609 segue para votação no Senado e, posteriormente, sanção da presidente Dilma.
     O deputado Mendonça Filho apresentou a proposta de desoneração do preço do gás de cozinha desde 2011. Com o envio da MP 609 propondo a redução das alíquotas de PIS/PASEP para importação de produtos que compõem a cesta básica, Mendonça apresentou emenda para incluir o gás de cozinha.  Segundo Mendonça, o setor de gás no País é muito cartelizado e a emenda tem como objetivo aumenta a competitividade no setor e beneficiar milhares de brasileiros, especialmente os mais pobres.
     No Brasil, o gás de cozinha é um dos principais componentes da energia residencial e tem papel fundamental no dia a dia do brasileiro. Com a emenda, as empresas que comercializam - GLP receberão benefício fiscal para oferecer o gás de cozinha a preços mais acessíveis à população brasileira. “É indiscutível que essa é uma medida de grande alcance social e inteira justiça fiscal uma vez que beneficiará justamente os mais necessitados, os estratos mais carentes da população brasileira”, afirmou.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Decoração do São João da Moda de Santa Cruz do Capibaribe será inspirada na confecção


Faltando um dia para a abertura do São João da Moda de Santa Cruz do Capibaribe, a cidade está recebendo os últimos preparativos para recepcionar os santa-cruzenses e turistas que vão curtir o melhor e mais aconchegante festejo do interior.
A ambientação do São João da Moda que homenageará Letinho Monteiro (in memoriam)  e Cumpadre Neto, terá uma decoração inspirada na confecção assinada por Valmiré Dimeron e Humberto Forte.
“A ornamentação do São João da Moda terá elementos que remetem a tradição de Santa Cruz como bandeiras de chita, balões revestidos em malha e também algumas surpresas como bonecos de isopor e outros artigos que abrilhantarão ainda mais a festa da cidade que produz moda para todo o Brasil”, frisou Valmiré.  
A estrutura do São João da Moda contará com camarotes e seis polos de animação: Polo da Criança – destinado a apresentações voltadas para o público infantil; Polo Biu e Gogó - destinado as quadrilhas matutas e estilizadas; Polo Tio Biu – destinado a apresentações de artistas locais; Polo Multicultural – apresentações de artistas locais em diversos estilos musicais; Polo Forrozão da Moda – atrações locais e Polo São João da Moda – palco principal onde se apresentarão atrações de renome nacional e artistas da cidade.
“Santa Cruz do Capibaribe está preparada para receber o santa-cruzense e o turista que quer aproveitar uma das melhores festas de junho do interior, venham conhecer o São João da Moda”, convidou o Prefeito Edson Vieira (PSDB).     
A abertura será nesta quarta-feira, 12 de junho e terá o I Arrasta-pé da Moda percorrendo as principais ruas da cidade, apresentações da Banda Garota Safada, Orquestra Sanfônica dos Oito Baixos e Bidinga do Acordeon no Polo São João da Moda, atrações culturais e bandas locais ao longo dos polos de animação.    
Confira a programação do São João da Moda de Santa Cruz do Capibaribe: 

Assessoria

Último dia do Festival Biu e Gogó de Quadrilhas de Rua será nesta terça-feira


Desde meados de maio, as quadrilhas de rua do Festival Biu e Gogó levaram alegria aos moradores de todos os bairros de Santa Cruz do Capibaribe. Nesta terça-feira, 11 de junho, a Rua Júlia Aragão, no Bairro Novo (próximo ao Bar do Madeira) receberá a última quadrilha do festival.
De acordo com o Diretor de Cultura Gilberto Geraldo, as quadrilhas que passaram por 24 ruas, tiveram a participação de um público de mais de 15 mil forrozeiros que dançaram ao som da sanfona, do triangulo e da zabumba.  
“A cada semana do Festival Biu e Gogó o público só aumentava, chegamos a ter festejos com um público de mais de mil pessoas e quadrilhas com 150 pares”, comemorou Gilberto Geraldo.

Santa Cruz está com CAUC em dia

Informamos a todos que o CAUC (Cadastro Único de Convênios) de Santa Cruz do Capibaribe agora está verdadeiramente regularizado, estamos prontos para receber investimentos através de Transferências Voluntárias da União e do Estado.

Algumas das pendências eram: 

·         Restrição para emissão de Certidão Negativa de Conjunta de débitos junto a Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Motivo: Débito com o PASEP em torno de 1 milhão de reais. Solução: Parcelamos

·         Restrição para emissão de Certidão Negativa de Débitos junto ao INSS. Motivo: Débitos em torno de 13 milhões de reais. Solução: Parcelamos

·         Ausência de Relatório de Gestão Fiscal. Solução: Publicamos

·         Ausência de Relatório da Execução Orçamentária: Publicamos

·         Prestação de Contas anuais

·         Aplicação Mínima dos recursos na educação


Segue em anexo um documento da Caixa que comprova que o CAUC estava irregular a mais de 780 dias, ou seja, mais de dois anos irregular, diferente do que o ex-prefeito relatou em entrevista que teria deixado o CAUC regular no final do ano passado.


Assessoria

Comunicado​s da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe


Comunicado aos comerciantes do Calçadão


A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente através da Gerência de Feiras e Mercados comunica aos comerciantes do Calçadão que está terminantemente proibido   o comércio da venda de mercadorias, que não estiverem em seu estabelecimento (bancos). O descumprimento acarretará na apreensão da mercadoria.



Comunicado aos comerciantes retardatários do recadastramento do Calçadão



A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente através da Gerência de Feiras e Mercados comunica aos comerciantes do Calçadão que o prazo para os retardatários para os cadastros dos comerciantes termina impreterivelmente na terça-feira, 11 de junho de 2013. Não havendo a menor possibilidade para cadastramento posterior. 



Comunicado – Antecipação da feira do dia 24 de junho



A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Meio Ambiente através da Gerência de Feiras e Mercados comunica aos comerciantes da Feira Livre de Frutas e toda a população, que por motivo das festividades juninas, a feira da Avenida Padre Zuzinha, do dia 24 de junho, será antecipada para o dia 23 de junho, domingo, em conjunto com a do Mercado Municipal.

Segundo Papo do Projovem discutiu sobre as drogas com adolescentes do programa


“Drogas” foi o tema abordado na segunda edição do Papo do Projovem, realizado neste sábado (08), no Teatro Municipal de Santa Cruz do Capibaribe. 

O encontro reuniu adolescentes integrantes do Projovem Adolescente, monitores e oficineiros, que explanaram sobre as diversas abordagens trabalhadas com relação às drogas, durante atividades realizadas nos coletivos, no último mês e relataram experiências vividas com amigos e familiares. 

A adolescente Josielma, do bairro Palestina, alertou que as drogas estão destruindo a vida de muitos jovens: “por influência de amigos, os jovens entram na perdição das drogas e destroem suas vidas, você que quer ter uma família estruturada e uma profissão não entre nessa”, disse.

Para Daniel Xavier, participante do Projovem no CCI, muitos adolescentes usam bebidas e drogas para esquecer problemas, mas terminam trazendo ainda mais problemas para suas vidas. 

O Papo foi encerrado com a fala do Secretário de Cidadania e Inclusão Social, Gilson Julião, que agradeceu aos monitores e oficineiros pelo trabalho realizado: “agradeço a todos pelo excelente trabalho, a Diógenes Rodrigues que está à frente do Projovem e digo que muitos jovens entraram nas drogas por falta de uma conversa como essa, de uma oportunidade de integrar um programa como esse, peço que cada um convide mais jovens para participar”, disse o secretário.

Durante o evento também aconteceram apresentações com os adolescentes do programa, grupo de Capoeira Legião Brasil, grupo de dança de Gravatá do Ibiapina e depoimentos de ex-usuários de álcool e drogas.

Assessoria

Deputado Diogo Moraes no São João de Jataúba


São João - O deputado estadual Diogo Moraes (PSB), marcou presença na abertura dos festejos juninos em Jataúba.  Junto com Mamão, vereadores e correligionários, Moraes acompanhou as apresentações culturais, quadrilha junina e o trio pé-de-serra. As festividades encerraram com o show do Forró do Muído, que agitou os jataubenses. O deputado ainda aceitou o convite do vocalista Felipe Lemos e cantou três músicas para a multidão.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

“A boa política trouxe desenvolvimento para Pernambuco”


Armando Monteiro diz que projetos eleitorais de 2014 têm que estar comprometidos com desenvolvimento, emprego e investimentos no Estado
Sempre apontado como nome forte para disputar a sucessão do governador Eduardo Campos no próximo ano, o senador Armando Monteiro (PTB) é enfático ao expressar o que, na opinião dele, será fundamental no ano eleitoral de 2014: as lideranças políticas de Pernambuco, independente de seus projetos pessoais, precisam assumir o compromisso de consolidar o crescimento do Estado, com novas obras, com a atração de indústrias e a interiorização do desenvolvimento para todas as regiões.
Armando concedeu entrevista ao programa de Geraldo Freire nesta segunda-feira (10) e defendeu o seguinte: “Nos últimos anos, Pernambuco pôde avançar pela política, a boa política ajudou Pernambuco extraordinariamente. Veja quantos projetos importantes tiveram na sua origem uma decisão política e o quanto isso foi valorizado por uma parceria produtiva e bem feita. Então, o que é que eu costumo dizer? Se a boa política conduziu Pernambuco a esse novo patamar de desenvolvimento, nós temos que ter muita responsabilidade para que a política ainda possa nos levar a novos patamares, à consolidação desse projeto de desenvolvimento que está em curso”.
Armando Monteiro falou ainda sobre inflação e os índices de aprovação do governo Dilma Rousseff. Veja abaixo a íntegra da entrevista:
Sobre a inflação
Armando Monteiro – “A inflação realmente sempre preocupa, porque diminui a renda real do trabalhador. Quando os preços se aceleram é como se você estivesse reduzindo o salário médio das pessoas. Veja que o dado preocupante deste recrudescimento da inflação é que ela é muito maior em alguns segmentos. Por exemplo, na área de alimentos. Nós falamos que o Brasil tem uma inflação projetada de 6% mas, no entanto, na área de alimentos a inflação é muito maior, chegando a 13%, 14%. E há um indicador preocupante nos últimos meses: a venda nos supermercados caiu. É sinal de que, como a inflação é mais alta na área de alimentos, isto está refletindo-se na perda de renda real, de salário real do trabalhador.
O Brasil tem uma longa memória inflacionária. O Brasil domou a inflação, mas não venceu a inflação. Ainda existe na estrutura da economia brasileira uma série de mecanismos que realimentam a inflação. Ainda há muita indexação de preços. Por exemplo, o salário mínimo, os aluguéis, as mensalidades escolares, estão atrelados a mecanismos de indexação.
Então, se nós não tivermos cuidado, qualquer movimento que seja feito de forma não adequada, a inflação pode mudar de patamar. E aí isto tem um poder extraordinário de erodir a popularidade dos governos. Ou seja, com inflação não se brinca. Com inflação temos de ter uma atitude de muito rigor. A taxa de juros é um instrumento. Às vezes é um remédio amargo. Mas muito pior do que o remédio é a inflação.
Então, se eu pudesse aqui dizer o que está refletindo esta pequena perda de popularidade do governo, eu diria; é, numa certa medida, a inflação, e a combinação de algumas notícias e de um farto noticiário no Brasil de alguns aspectos negativos da agenda econômica. Então, se somarmos tudo, terminou se produzindo este resultado”.
Na economia valem as expectativas
Armando Monteiro – “Na economia, valem mais as expectativas do que o dado presente. Se os agentes econômicos, um pequeno empresário, ou o consumidor, por exemplo, olha para o futuro e acha que vai ter mais inflação, já começa tomando medidas defensivas, antecipadamente, que só servem para sancionar esta expectativa, e fazer com que tudo isto aconteça mesmo. Portanto, é por assim dizer a crônica da morte anunciada”.
A área de serviços tem pressionado os preços
Armando Monteiro – “Os bens industriais cresceram muito menos de preço do que os outros segmentos. Porque eles estão sujeitos à concorrência do produto importado. A indústria brasileira está perdendo espaço no mercado doméstico para a importação. E não há melhor forma de combater aumento de preço se não com a importação. É como dizer: “Olha, você vai praticar seu preço, mas se elevar muito eu importo e deixo de comprar a você”. Isto acontece com a indústria. Agora, porque isto não acontece na área de serviços, por exemplo? Porque você não pode importar serviços. Você vai ao cabeleireiro, não pode importar cabeleireiro. Então, a área de serviços é que tem pressionado mais os preços.
E tem outro dado também. O Brasil está vivendo em uma situação, e olhe o paradoxo, muito positiva, que é quase de pleno emprego.  Mas quando você tem uma economia funcionando a pleno emprego isto gera também pressões inflacionárias. Porque nos acordos e negociações coletivas, as categorias se fortalecem a tal ponto... Porque você não tem praticamente um estoque de desempregados, você não tem gente qualificada para substituir aquele trabalhador. Então, nas negociações coletivas, as categorias vêm conseguindo impor ganhos, aumentos reais de salários significativos. E aí, na área de serviços, você passa isto para os preços”.
Medidas necessárias
Armando Monteiro – “A solução é atuar sobre as expectativas primeiro. É dar um sinal aos agentes econômicos que quem ficar apostando na inflação vai perder.  Qual é a melhor maneira de sinalizar isto para os agentes econômicos? É aumentar, circunstancialmente, a taxa de juros. É dizer: “Olha, a autoridade monetária não vai brincar. Se é para aumentar a taxa de juros nós vamos aumentar”. E a outra é aumentando a produção. Nós precisamos de mais produtividade na economia. O Brasil vive um processo de perda de produtividade, relativamente. Nós precisamos aumentar a produção, ampliar a oferta, e aumentar o investimento”.
Investimento em inovação
Armando Monteiro – “A empresa brasileira está confrontada com a sua própria sobrevivência. É o empresário que está cuidando do capital de giro, de pagar a folha, de poder concorrer no curto prazo. O investimento em tecnologia e inovação é de médio e longo prazo. Então, você para gerar inovação precisa ter um ambiente econômico mais estável, mais equilibrado. Mas, apesar disto, as linhas de financiamento para a área de inovação têm sido ampliadas no Brasil. A Finep (Agência Brasileira de Inovação) tem três vezes o orçamento que tinha há cinco anos”.
A recuperação da economia americana
Armando Monteiro – “O dólar está se valorizando no mundo. É uma tendência em relação a esta cesta de moedas, seja em relação ao Real, seja em relação ao euro, às moedas asiáticas. O dólar está se valorizando porque os Estados Unidos estão ganhando novamente fôlego econômico. A economia americana voltou a andar. E, o que é mais importante, há um sentimento de que a economia americana virá com mais força, porque ela está se tornando mais competitiva. Ela já tinha o conhecimento, já faz inovação em muitas áreas, porque tem um capital humano muito qualificado. E, além disto, ela está reduzindo custos de produção. O gás no Brasil custa US$ 15 por milhão de BTU. O gás lá fora custa US$  4 o milhão de BTU. E mais, agora tem o gás do xisto, que o americano descobriu, que é mais barato ainda. Então, a economia americana está se relançando na indústria com custos baixos”.
Desmonte da indústria brasileira é inaceitável
Armando Monteiro – “Porque a situação da indústria no Brasil é difícil? Porque ela tem custos mais altos do que os asiáticos, e ela não incorpora o conhecimento, como as economias mais avançadas. Nós estamos no meio do caminho. Ou nós cuidamos de reduzir custos sistêmicos, reduzir custos logísticos, tributários, de energia, fazer com que não haja um grande descompasso entre salário e produtividade, e investir em inovação crescentemente, ou a indústria brasileira tenderá a regredir. E eu tenho dito que admitir o desmonte da indústria brasileira é algo inaceitável. Este foi um trabalho de gerações. O Brasil construiu uma indústria expressiva. E se nós não enfrentarmos esta agenda da competitividade, nós corremos o risco de ter menos indústrias. E quando se tem menos indústria o crescimento é pior”.
A redução na tarifa de energia teve efeito?
Armando Monteiro – “Acho que sim. Foi um passo importante, um sinal importante. Agora, a diminuição das reservas, dos nossos reservatórios de águas, das hidrelétricas, fez com que o governo tivesse de acionar as termelétricas e utilizar gás, o que aumenta os custos. E isto aconteceu na mesma hora que a presidente Dilma reduziu as tarifas. Então nós não estamos sentindo ainda o efeito de forma expressiva.  Mas, voltando ao quadro normal, nós tivemos uma redução do custo da energia.
Vamos lembrar também, e este é um mérito do governo da presidente Dilma, que mais de 50 setores da economia tiveram redução na folha de pagamento, não pela redução de salários, como a Europa está fazendo e teve que fazer, mas pela redução dos encargos na folha. A folha está sendo desonerada, quando você tira aquela contribuição patronal do ISS, da folha para o faturamento. Então, é atuar sobre os custos, diminuir os custos, isto é o que nós precisamos fazer para termos uma indústria competitiva”.
O Brasil desaprendeu a investir em infraestrutura e logística
Armando Monteiro – “Este é um ponto seríssimo. O Brasil é competitivo até a porta da fazenda. Ninguém produz soja com custos tão baixos do que o do Brasil. Mas para levar soja da fazenda para o porto, aí a gente começa a perder. Perde porque as estradas são ruins, porque não tem condição adequada de armazenagem, perde porque a operação portuária é onerosa e pouco produtiva. Então, na fazenda o Brasil tem custos imbatíveis, mas até chegar no porto estas vantagens desaparecem, por conta da infraestrutura e da logística.
E porque a infraestrutura se deteriorou tanto no Brasil? Porque o Estado brasileiro, além de investir pouco, desaprendeu a investir em logística. Eu lembro da estrutura do DNIT (Departamento Nacional de Infraestutura de Transportes), o que foi o GEIPOT (Grupo Executivo de Integração da Política de Transportes), no passado. Tinham capacidade técnica, capacidade financeira, fazia-se bons projetos, você tinha uma qualidade técnica nesta área. Depois, vieram aqueles anos difíceis e tudo isto foi sendo desmontado. E o Estado brasileiro só sabe fazer o gasto de má qualidade. Qual é? É contratar gente, é inchar a máquina, é fazer despesa de custeio. Agora, o gasto bom, que é o gasto em infraestrutura, que é o gasto que melhora a vida das pessoas, que aumenta a produtividade da economia, este o Estado brasileiro desaprendeu a fazer. Então as obras se arrastam, anos e anos, têm problemas técnicos, se faz obras sem o projeto executivo ficar pronto.
O que é que nós estamos sofrendo na transposição (do rio São Francisco)? Iniciamos a obra sem os projetos executivos prontos. Quando os projetos ficam prontos a obra tem que mudar. Porque tem coisas que não estavam previstas, tem custos adicionais”.
Parcerias com o setor privado
Armando Monteiro – “Então algo fundamental é investir em infraestrutura. Já que o Estado brasileiro perdeu esta capacidade, é preciso fazer parceria com o setor privado. E em boa hora a presidente Dilma, mesmo com atraso, está lançando os editais para fazer concessões na área de ferrovia, de rodovia. Para estes editais serem bem sucedidos é preciso deixar o mercado funcionar, leilões. E aí, a taxa de retorno, a lucratividade de quem vai entrar no negócio, o mercado define.
Esta coisa intervencionista de querer determinar lucro, margens, é por assim dizer agredir a própria lógica do mercado. Porque é preciso ter taxa de retorno atrativa? Porque são investimentos de prazo longo. Num país que tem tantas incertezas do ponto de vista regulatório, o empresário para entrar tem que ter segurança. Sem a parceria com o setor privado, estas obras não vão acontecer.
Então, o Brasil precisa de mais parceria e precisa reforçar a capacidade técnica do Estado. E veja que ela (Dilma) recriou uma Empresa de Planejamento e Logística, EPL, que nada mais é do que o GEIPOT do passado. O Brasil está voltando, décadas depois, a fazer aquilo que infelizmente deveríamos ter feito muito antes”.
O debate econômico vai substituir a agenda social nas Eleições 2014?
Armando Monteiro – “Eu acho que não há como tratar o social sem cuidar do econômico. Como é que o Estado pode ter políticas sociais sustentáveis, e até ampliá-las, se não tiver um bom desempenho na economia? Quando a base econômica cresce você amplia a arrecadação dos entes públicos de forma saudável. Porque você amplia a arrecadação pela via do crescimento.
E é a arrecadação, em última instância, que garante os programas sociais. Como é que nós podemos fazer mais programas sociais se tivermos um quadro de estagnação na economia? Então este debate está absolutamente interrelacionado. 
Não há quem não se eleja presidente da República sem ter uma visão do processo econômico, de como pode destravar, de como o país pode crescer, de como pode crescer melhor. Porque nós não podemos crescer para alguns só. Houve um tempo, o do milagre econômico, em que o país crescia 10%, mas o povo não se apropriava destes ganhos”.
Contribuições de Lula e Fernando Henrique
Armando Monteiro – “Então a pergunta é a seguinte: crescer para quem? E hoje, veja o paradoxo, a gente cresce menos, mas o povo está melhor, porque houve uma melhor distribuição de renda no Brasil nos últimos anos. E aí credite-se, em certa medida ,ao início dos programas sociais - que Fernando Henrique teve um peso -,  ao fim da inflação, porque a inflação era um flagelo que tirava a renda do mais pobre, a estabilidade também ajudou.  E, em grande medida, ao presidente Lula, que pôde com os programas sociais e com a política do salário mínimo, promover uma grande distribuição de renda neste país. O melhor candidato a presidente da República é aquele que tem uma visão da economia, que sabe como o país pode crescer pode crescer mais e melhor, sem evidentemente descurar da realidade, de um olhar sobre a realidade social. E, para mim, a realidade social hoje nos impõe um desafio fundamental, que é melhorar o desempenho do sistema educacional do Brasil”.
Pernambuco avançou pela boa política
Armando Monteiro – “Queria começar fazendo uma colocação olhando Pernambuco, porque a gente tem que ter um olhar sobre o Estado sempre: como Pernambuco pôde avançar ao longo desses últimos anos pela política? Ou seja, a boa política ajudou Pernambuco extraordinariamente. Veja quantos projetos importantes tiveram, na sua origem, uma decisão política. E o quanto isso foi valorizado por uma parceria produtiva e bem feita. Então, o que é que eu costumo dizer? Se a boa política conduziu Pernambuco a esse novo patamar de desenvolvimento, nós temos que ter muita responsabilidade para que a política ainda possa nos levar a novos patamares e até à consolidação deste projeto de desenvolvimento que está em curso. Ou seja, nós atores políticos precisamos ter a responsabilidade de não fazer com que as justas ambições, até legítimas, possam ao final traduzir-se em um prejuízo para o Estado de Pernambuco. Então, se a boa política nos trouxe até agora, vamos fazer com que ainda pela política, e pela boa política, nós possamos ser conduzidos em direção ao futuro”.
A presença do PTB no Governo Dilma
Armando Monteiro – “O PTB Nacional tem um alinhamento forte com o Governo Federal. Já tinha porque as bancadas na Câmara e no Senado são governistas, estão na base do governo e se alinham com o governo. E agora, houve um convite para que o presidente interino do partido pudesse exercer uma diretoria do Banco do Brasil. Então, esse enlace do PTB com o Governo Federal ao que parece está se fortalecendo. Agora, isto define a posição do partido até a próxima eleição? Não necessariamente. O que é que nós assistimos hoje? Existem partidos que estão na base da presidente Dilma, que tem até ministérios, e que tem dito o seguinte: 2014 nós vamos tratar em 2014”.
Apoio do PTB à reeleição de Dilma não está selado
Armando Monteiro – “Eu lembro que o presidente do PDT, por exemplo, Carlos Lupi disse que a ida do partido para o ministério diz respeito à aliança feita na eleição passada e que 2014 é outro momento. E têm partidos, feito o PSB, que estão no governo da presidente Dilma, e que aspiram um projeto próprio, o que eu acho até legítimo. Ora, se isso tudo está acontecendo, admitir que o PTB amanhã possa, necessariamente, não formalizar a aliança com a presidente Dilma, é algo que pode acontecer. Em suma, não está definido, não está selado”.
Eduardo também conversa com o PTB
Armando Monteiro – “Especula-se sobre muita coisa. O governador tem canais. O governador tem dialogado até com o PTB, independentemente de mim. Ele tem seus canais próprios. Eu acho que tem uma questão em Pernambuco que vai ser, esta sim, definidora: o governador é candidato? Porque até agora nós falamos sobre hipóteses de alianças. Mas qual é a realidade atual? A realidade é que o PSB está no governo de Dilma, o PT está no governo de Eduardo e o PTB está no governo de Eduardo e no governo de Dilma”.
Decisão de Eduardo será fundamental para formação de alianças
Armando Monteiro – “Eu não sinto nenhum desconforto. Eu fui eleito em 2010 num palanque onde estavam o PT e o PSB. Eu me elegi ao lado de Eduardo e de Humberto. Eu estou inserido neste campo. Houve aquele episódio da eleição municipal, onde nós acompanhamos o PSB, em que houve esta posição de falta de convergência na aliança. Mas o fato é que nós estamos inseridos nesse campo. Agora a questão é a seguinte: o governador vai ser candidato, o PSB terá um projeto próprio ou não? Isso vai ser fundamental para a definição e encaminhamento do processo aqui”.
Cenário pode ser definido ainda este ano
Armando Monteiro – “Às vezes, você pode até desejar um calendário, mas a dinâmica do processo político não ajuda. Porque as alianças que vão se formando, as especulações, os movimentos dos pré-candidatos... Tudo isso faz com que o projeto tenha uma dinâmica própria. Meu sentimento é que esse processo terá que ser definido, ou pelo menos, terá que se desenhar este ano. Não vai dar para imaginar que isso só vai ser discutido em 2014. Porque é evidente que o Governo Federal, diante deste processo, vai em algum momento colocar a questão da solidariedade dos seus parceiros. Acredito que no segundo semestre este processo tem que estar claramente desenhado, na minha avaliação”.


Não faço movimentação fora de nosso campo político
Armando Monteiro – “Me sinto confortável. Esse processo nosso aqui é tranquilo. Eu estou no mesmo campo onde estive em 2010. Não estou fazendo nenhuma movimentação fora do nosso campo. Eu dialogo com o PSB. Considero que o governador Eduardo Campos é o condutor natural deste processo, e dialogo com o PT. Agora, neste momento, todos estão juntos ainda. Vai haver o momento em que, se houver o projeto próprio do PSB, essa questão então vai ser definida”.
Sobre Fernando Bezerra Coelho
Armando Monteiro – “Fernando Bezerra Coelho tem se desempenhado muito bem no Ministério (da Integração Nacional). Um ministério difícil, um ministério cheio de problemas. Ele encontrou lá um imenso passivo, representado por obras que estavam interrompidas. Processos que tiveram que ser reiniciados e retomados. E o ministro, de forma operosa e competente, tem enfrentado essa agenda negativa do ministério e tem vencido. E tem sido um grande parceiro de Pernambuco. Quem anda por aí afora e vê estas obras hídricas que estão sendo feitas como a Adutora do Pajeú, a ampliação da Adutora do Oeste, a Adutora do Agreste, pequenas adutoras como essa que vai servir a Arcoverde. Tudo isso tem muito dinheiro do Governo Federal”.
Pernambuco descuidou de sua infraestrutura hídrica
Armando Monteiro – “Há estados no Nordeste que tinham melhor infraestrutura no setor hídrico do que Pernambuco. Pernambuco descuidou disso ao longo do tempo. Veja, por exemplo, o Rio Grande do Norte tem uma malha de adutoras, Sergipe, a Paraíba tem, o Ceará. Então, Fernando tem sido um bom parceiro e está lá servindo a Pernambuco. Ao Brasil, porque é ministro do país, e a Pernambuco”.
O candidato à presidência tem que tratar da agenda do semiarido
Armando Monteiro – “Nós descuidamos de uma agenda permanente de enfrentamento da questão do semiárido. Nós, lideranças do Nordeste. Tanto que agora eu tenho dito o seguinte: candidato a Presidente da República tem que tratar essa agenda do semiárido como uma agenda fundamental. Aliás, essa é uma agenda de Estado. Nós temos que cobrar o compromisso com essa agenda. A continuidade das obras de segurança hídrica e infraestrutura, um amplo programa de segurança alimentar para os rebanhos, silagem, relançamento da palma em condições fitossanitárias que protejam da cochonilha. Temos muito o que fazer. Tem uma agenda extensa aí para fazer. Agora, voltando àquele ponto, Fernando tem sido um bom ministro de Pernambuco, tem sido parceiro, e essas questões políticas que são identificadas, encontros, desencontros, ficam muito na crônica política. O importante é trabalhar por Pernambuco”.
Armando é candidato ao Governo de Pernambuco?
Armando Monteiro – “Nunca escondi, até porque não é do meu temperamento, que aspiro ser”.


Governo Federal e Estadual têm atuado no combate à seca
Armando Monteiro – “Ambos têm atuado nos últimos anos de forma proativa. Veja o trabalho do Ranilson Ramos, por exemplo, um secretário onipresente. As pequenas obras, as cisternas, a assistência na emergência, a presença. Agora tem um programa de pequenas barragens exatamente para capilarizar essa questão da acumulação de água, porque tem lugares remotos, que ficam longe das adutoras. É preciso fazer um programa de pequenas barragens. Tem um programa novo agora do Ministério”.
Pernambuco ainda tem muitos desafios
Armando Monteiro – “Nós temos em Pernambuco ainda muitos problemas e muitas carências estruturais. O pernambucano, graças a Deus, readquiriu a confiança, acredita no seu Estado, mas nós temos que ter a compreensão de que este ciclo precisa ser mantido e que Pernambuco tem muitos desafios pela frente. Estou expressando uma visão de um político que tem responsabilidades com o Estado. Quando a gente fala da economia, com tanta coisa acontecendo em Pernambuco. Mas quanto a economia de Pernambuco representa em relação a economia do país? Nós somos menos de dois por cento da economia do Brasil. Nós somos meio por cento das exportações brasileiras”.
É preciso avançar na educação
Armando Monteiro – “Nós temos na área de educação um desempenho que melhorou muito nos últimos anos, graças ao esforço do Governo do Estado, mas nós ainda não estamos muito bem situados no ranking da educação no Brasil. Então, há muito o que fazer. E por isso, eu digo: a boa política que nos ajudou nos últimos anos, a gente precisa ter cuidado para que esses movimentos todos, que são justos, que traduzem justas aspirações, onde eu me incluo, que isto ao final não expresse uma posição personalista. Nós precisamos ter a seguinte compreensão: os nossos projetos têm que ter sempre como limite o interesse mais amplo de Estado”.
O fraco desempenho do Nordeste na agricultura
Armando Monteiro – “Veja como nós somos pouco relevantes. Em que pese essa foi a pior seca, que dizimou rebanhos, você vê que o Brasil está batendo recordes (na produção de grãos). Neste PIB de 0,6, a agricultura respondeu por 9,5%. Então, foi graças à agricultura que nós crescemos 0,6, senão teríamos crescido 0,2. Então, o que acontece? Temos carências estruturais imensas. Veja o desafio dessa infraestrutura de Pernambuco. Como a gente tem obras fundamentais que precisam ser concluídas. A Transnordestina, que é uma definidora das condições logísticas. Acredito que nós vamos terminar a Transnordestina, porque acho que a obra é irreversível. Chegou a um ponto que não dá para retroceder. Agora evidentemente, houve uma extensão do cronograma. A obra encareceu muito. Nós tivemos algumas coisas que foram administradas por governos estaduais, como as desapropriações, que atrasaram. Nós tivemos alguns problemas de natureza técnica. Mas é irreversível. E para o Nordeste é fundamental”.

O desafio da qualificação e a interiorização do desenvolvimento
Armando Monteiro – “Temos um desafio imenso que é a questão do capital humano, que passa pelo sistema educacional, pelo treinamento, pela capacitação, pela qualificação. Veja que em Pernambuco o desenvolvimento é muito concentrado ainda. Houve um esforço extraordinário do governo Eduardo Campos e, ao meu ver, uma das mais importantes decisões do governador foi essa de induzir a localização da FIAT em Goiana. Você está criando um novo polo de desenvolvimento que vai além de Goiana. É um novo eixo de desenvolvimento. Foi uma decisão fundamental, do ponto de vista estratégico. Mas quando a gente olha outras regiões do Estado, você vê que o tecido econômico é rarefeito. Não tem quase nada em algumas áreas. Então, há muita coisa que nós temos que fazer e, para isso, volto a dizer, a boa política que nos trouxe até agora tem que nos conduzir e garantir esse futuro que vem pela frente”.
Excesso de Ministérios no Governo Federal
Armando Monteiro – “Tem ministérios que são na realidade secretarias, às quais deramstatus de ministério. Há ministros que não despacham com a Presidente da República, meses e meses. O ideal é que você tivesse uma estrutura enxuta com 12 ou 15 ministérios e que, dentro destes ministérios, as áreas afins pudessem estar incorporadas num nível de secretarias. Por exemplo, esta questão da pesca. Tem ministérios também na área social, de direitos civis, de políticas públicas. Em suma, nós precisamos ver. Eu quero dizer que endosso esta crítica, porque acho que a presidente não consegue despachar com 40 ministros. Acho que há uma fragmentação, dispersão, sobreposição, e isto é muito ruim”.
Eduardo é candidato a presidente em 2014?
Armando Monteiro – “A definição do governador Eduardo é fundamental no processo. Porque ele é um ator importante. Se ele for candidato a presidente da República, isto vai produzir uma situação de um novo palanque nacional e isto terá reflexos sensíveis em Pernambuco. Então esta posição do governador poderá em grande medida definir estes outros movimentos. Sobre chances, ou percentuais (de se confirmar a candidatura) eu não me arriscaria a dizer. Eu tenho indicações que me apontam que o governador é candidato, mas evidentemente ele próprio tem dito que esta decisão ainda vai passar por uma discussão no próprio partido, uma avaliação das condições, que este ano ainda deve ser consagrado à gestão, à administração. Acho que esta posição vai ser definida, naturalmente, nos próximos meses”.
Diálogos políticos e o projeto de candidatura ao Governo
Armando Monteiro – “A primeira questão é a seguinte. Como é que se faz a política? A política se faz no diálogo, na conversa. Qual é o ator político que possa se furtar de conversar, de dialogar? Conversei longamente com João Lyra (vice-governador). Fizemos uma avaliação do quadro local. Ou seja, a política se faz através do diálogo. E eu não vou me destituir da condição de ser um ator político. Eu não posso negar a essência do que é o processo político. Eu também converso com Fernando Bezerra Coelho frequentemente”.

Opções de palanques em 2014
Armando Monteiro – “Eu dialogo com todos muito bem e não me sentiria desconfortável se tivéssemos juntos amanhã, em qualquer circunstância. Ou todos juntos no palanque de Eduardo aqui, o que pode acontecer, ou eventualmente juntos numa oposição que seja coerente com a nossa trajetória e com o campo onde nós estamos inseridos. Eu não teria dificuldade”.
A escolha do candidato da Frente Popular
Armando Monteiro – “Eu tenho dito e reconheço que o natural condutor do processo é o governador, que tem dado demonstrações de competência política, de competência administrativa. A chapa de 2010 foi construída com uma visão pluripartidária. Eu confio que o governador vai encaminhar isto da melhor forma possível. Porque acho que o governador tem a consciência de que a boa política é que nos trouxe até aqui. Portanto, vamos apostar na boa política e vamos dialogar sempre, sobretudo no interesse de Pernambuco”.
Crédito da foto: Alexandre Albuquerque/divulgação

CDL e SENAI apresentarão projeto da 3ª edição do Uniagreste nesta quarta-feira (12)

Está programada para esta quarta-feira (12), a apresentação do Projeto do Uniagreste, terceira edição, à imprensa de Santa Cruz do Capibaribe, no auditório da CDL. O Uniagreste consiste qualificar empreendedores e colaboradores do município e da região. O objetivo do projeto é propiciar aos participantes uma reciclagem no mercado em que atuam, pois como em todo trabalho é necessário buscar a requalificação profissional.
Toda a imprensa está convidada para participar da coletiva, onde será apresentado o projeto Uniagreste 2013.
Serviço
Assunto: Coletiva de imprensa
Onde: Auditório da CDL
Quando: 12 de junho (Quarta Feira)
Horário: 10 horas da manhã
Para que: Apresentar o Projeto Uniagreste
Assessoria de Comunicação da CDL

Continuam abertas as inscrições para o CIDATEC


As inscrições poderão ser feitas das 8 da manhã ao meio-dia, no CIDATEC ao lado da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, localizada na Rua Manoel Rufino de Melo , centro, com o professor Joseilton Macêdo. Poderão se inscrever pessoas a partir dos 9 anos de idade (sendo que dos 9 aos 16 anos deverão ser acompanhadas pelos pais), que residam em Santa Cruz do Capibaribe.

Documentos - No ato da inscrição o (a) interessado(a) deve portar o registro de nascimento ou documento de identificação com foto, além de um comprovante de residência atualizado (todos originais).

Os cursos – O CIDATEC atenderá 170 alunos nos cursos de Informática Básica (Windows, Word, Excel e Power Point) e Informática Avançada (Corel e Photoshop), cada um deles terá a duração de 3 meses. Todos serão gratuitos.

Início das aulas – os cursos do CIDATEC terão início no dia 01 de julho e serão ministrados de segunda a sexta, pela manhã e tarde.

Mais informações - com o professor Joseilton Macêdo, no telefone:3731-1397.

O PROJETO É UMA INICIATIVA DO PODER LEGISLATIVO DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE.